Empresa transforma imagens do iPhone em fotos instantâneas no estilo Polaroid

Um grupo de pessoas apaixonadas pela Polaroid resolveu unir o mundo analógico e o digital. Denominado “The impossible project” ou o projeto impossível, o negócio tem como objetivo transformar as imagens digitais do iPhone em fotos instantâneas, no estilo Polaroid, com uma espécie de laboratório portátil.

O projeto foi exposto no Kickstarter, um site de financiamento coletivo que busca apoiar projetos inovadores, e atraiu 2.509 apoiadores e US$ 559.232, bem acima da meta de US$ 250 mil. O Kickstarter foi uma forma de oferecer os produtos em pré-venda. Quem apoiou o projeto receberá o produto, que está em processo de produção.

Para fazer a revelação da foto, é preciso selecionar uma imagem no aplicativo do projeto, colocar o iPhone no suporte e abrir o obturador na base. Um sinal vai indicar o término do processo para fechar o obturador. Depois, é só apertar um botão para ter a foto revelada. Os primeiros produtos são compatíveis com iPhone 4/4S e iPhone 5. A empresa trabalha para produzir um suporte para um dispositivo Android. Mas diante de tantos modelos, eles estudam quais aparelhos serão contemplados.

Início. A história da empresa começou em 2008, quando Florian Kaps e André Bosman se encontraram no evento de encerramento da fábrica da Polaroid na Holanda. De acordo com o site da empresa, a dupla não aceitou a extinção da fotografia analógica e resolveu dar início ao The impossible project com a compra da própria fábrica prestes a ser desmontada.

Como a maioria dos componentes usados pela Polaroid não eram mais produzidos, a empresa precisou começar do zero. O primeiro filme foi lançado em 2010 e outros modelos foram desenvolvidos. Atualmente, a empresa tem espaços em Viena, Nova York e Tóquio.

http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,empresa-transforma-imagens-do-iphone-em-fotos-instantaneas-no-estilo-polaroid,2805,0.htm

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Avô da literatura africana, Chinua Achebe morre aos 82 anos

sexta-feira, 22 de março de 2013 15:25

LAGOS, 22 Mar (Reuters) – O romancista e poeta nigeriano Chinua Achebe, amplamente visto como um avô de literatura africana moderna, morreu aos 82 anos de idade.

Desde a publicação de seu primeiro romance “O Mundo se Despedaça”, 50 anos atrás, Achebe formou um entendimento da África pela perspectiva africana muito mais do que qualquer outro autor.

Como romancista, poeta e locutor, Achebe foi um parâmetro contra o qual gerações de escritores africanos foram comparadas. Para as crianças de todo o continente, seus livros foram por décadas um abrir de olhos para o poder da literatura.

Descrevendo Achebe como “um colosso da literatura africana”, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, lamentou sua morte.

Nelson Mandela, que leu livros de Achebe enquanto estava preso durante o regime de segregação racial sul-africano, o classificou de um escritor “em cuja companhia os muros da prisão desmoronavam”.

“O Mundo se Despedaça”, publicado em 1958, fala do combate fatal entre sua etnia Igbo e colonizadores britânicos nos anos 1800. Foi a primeira vez que a história da colonização europeia no continente foi contada de um ponto de vista africano para uma audiência internacional.

O livro foi traduzido para 50 idiomas e teve mais de 10 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

Mais tarde, Achebe voltou sua atenção para a devastação levada à Nigéria e à África por golpes militares e ditaduras.

“Anthills of the Savannah” (“Formigueiros da Savana”, em tradução livre), publicado em 1987, se passa após um golpe num país africano fictício, onde o poder foi corrompido e a brutalidade do Estado silencia a todos, exceto os mais corajosos.

http://br.reuters.com/article/entertainmentNews/idBRSPE92L04G20130322

Entre visitas ao Oriente Médio, Obama esmaga esperanças árabes

sexta-feira, 22 de março de 2013 18:03 BRT

Por Tom Perry

CAIRO, 22 Mar (Reuters) – O presidente norte-americano, Barack Obama, foi recebido com gritos de “amamos você” em sua visita ao Egito no primeiro mandato, buscando virar a página da era Bush e relançar as relações dos Estados Unidos com o mundo islâmico.

Quatro anos depois, os egípcios que assistiram àquela fala dele na Universidade do Cairo se sentem traídos, ainda mais depois da demonstração de apoio dada nesta semana por Obama a Israel durante sua visita ao Estado judeu.

“Se eu visse Obama hoje, eu diria: ‘O que aconteceu?'”, disse Ahmed Samih, de 34 anos, um dos vários manifestantes pró-Obama na visita de 2009. Na época, o presidente atraiu simpatia ao citar passagens do Alcorão e defender o fim de um “ciclo de suspeita e discórdia” com o mundo muçulmano.

Houve quem saísse de lá achando ter visto algo histórico e citando a firme postura de Obama contra os assentamentos judaicos como exemplo de uma mudança. Mas, em geral, pouca coisa mudou na política dos Estados Unidos para o Oriente Médio, que muitos aqui veem como tendenciosa pró-Israel.

Para o jornalista Ezzat Ibrahim, que também esteve no discurso de 2009, as atuais turbulências na região -as revoltas da Primavera Árabe nos últimos dois anos e a atual guerra civil síria- “o fizeram aprofundar sua relação estratégica com Israel”.

A desilusão foi reforçada pela calorosa recepção dada a Obama pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com quem o presidente dos Estados Unidos havia tido frequentes atritos no seu primeiro mandato.

“Há uma nova química entre eles”, disse Ibrahim. “As pessoas estão muito desapontadas com essa relação calorosa.”

Ao falar na quinta-feira a estudantes em uma universidade de Jerusalém, Obama teve uma acolhida tão calorosa quanto a do Egito há quatro anos. Ele defendeu a paz, mas não ofereceu nenhuma nova ideia sobre como retomar o processo de paz entre palestinos e israelenses, interrompido desde 2010. Os palestinos atribuem esse colapso à insistência israelense em ampliar seus assentamentos em território ocupado.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE92L07I20130322